Os estudantes do 4º semestre do curso de Psicologia da FEMA participaram, durante a aula da disciplina de Psicologia Social e Comunitária, na sexta-feira, 7 de agosto, de uma experiência prática e reflexiva sobre a construção de redes de apoio e cuidado no território. A atividade aproximou os conceitos trabalhados em sala da vivência concreta dos vínculos comunitários, destacando a importância da articulação entre diferentes sujeitos e espaços na promoção da saúde mental.
Por meio de uma dinâmica de teia com fios, os acadêmicos puderam representar visualmente as conexões, a interdependência e a complexidade que constituem as redes comunitárias. A proposta possibilitou compreender, de forma simbólica e coletiva, que o cuidado comunitário não acontece de maneira isolada, mas se fortalece quando diferentes atores, instituições e sujeitos se conectam e assumem, de forma compartilhada, a responsabilidade pela construção de redes de suporte e afeto.
Na sequência, os estudantes participaram da elaboração coletiva de um painel, utilizando tintas, símbolos e palavras-chave relacionadas ao cuidado intersetorial. Conceitos como corresponsabilidade, acolhimento e articulação entre saúde, educação e assistência social foram expressos artisticamente e serviram como ponto de partida para reflexões sobre a importância de superar práticas fragmentadas e construir uma atuação integrada no território.
Mais do que um exercício criativo, a produção coletiva possibilitou a consolidação de conceitos teóricos e políticos relacionados à Psicologia Social e Comunitária, reforçando o papel da área na promoção de intervenções territoriais éticas, colaborativas e comprometidas com as realidades sociais.
Em um segundo momento, a aula ganhou um caráter ainda mais afetivo e relacional. Os acadêmicos escolheram frases reflexivas sobre a importância do cuidado e as entregaram a um colega, acompanhadas de um simbólico “biscoito da Psicologia”. A dinâmica levou para o próprio espaço acadêmico os princípios discutidos ao longo da atividade, mostrando que acolhimento, escuta e empatia também fazem parte da formação e precisam estar presentes nas relações entre os futuros profissionais.
A vivência reforçou, assim, que a construção de redes de cuidado começa também nas relações cotidianas. Ao fortalecer os vínculos, a atenção mútua e a capacidade de atuar coletivamente, os estudantes ampliam sua compreensão sobre uma Psicologia comprometida com o território, com a comunidade e com práticas de cuidado construídas de forma conjunta.