Machado de Assis é um escritor genuinamente brasileiro, que nasceu e morreu no Rio de Janeiro e, embora geograficamente limitado à sua província, aos seus amigos, à sua cidade e também um homem universal, porque os acontecimentos do mundo encontravam sempre no comentário do cronista a expressão correspondente de um homem absolutamente atualizado.

Filho de um operário com uma mulher negra, Machado soube ser concomitantemente um homem de bem, correto, identificado com seu país.

Entre sua vasta obra, destaca-se o romance Dom Casmurro, que permitiu a ele, dentro de 2 mil palavras, dizer tudo, só não disse – e isto é uma coisa que ficou na nossa imaginação – o que fez Capitu.

O Jornalista, cronista, romancista, poeta, teatrólogo e fundador da Cadeira nº 23 da Academia Brasileira de Letras, Machado de Assis, escreveu livros que abrangem praticamente todos os gêneros, dentre os quais, as poesias "Crisálidas" e "Falenas" e os romances Ressurreição, A Mão e a Luva, Helena, Iaiá Garcia e Memórias Póstumas de Brás Cubas.

Machado de Assis caracterizava-se por um aspecto curioso: quando jovem se abastecia de autores no Gabinete Português de leitura que lhe emprestava os livros e não se limitava unicamente a lê-los. Tinha o cuidado de distinguir no texto lido aqueles trechos que lhe traziam ensinamentos. “Foi um homem que se preparou para ser escritor, dominando um vocabulário, escolhendo seus mestres”, comenta o professor Josué Montello, eleito para a Cadeira nº 29 da ABL.

Machado de Assis nos deixa uma importante lição. Era um homem que desde cedo, teve a consciência de que, para chegar ao ponto a que chegou é preciso ter gosto pela aprendizagem.

Por ter essa relação com a educação e a aprendizagem, em 1949 fui fundado o Instituto Machado de Assis cujo nome foi sugerido pelo Sr. Armando Buchmann, que via no Machado de Assis um modelo de estudante noturno.